quinta-feira, 12 de julho de 2012


Como seria possível definir esse instinto voraz; essa urgência de voar; essa explosão pessoal em uma só palavra?
Não seria. São sensações de demasiada profundidade para serem definidas com um mero termo. Chegamos perto, no entanto.

Liberdade.

Você já experimentou?
Ela se mascara em um leque tão grande de situações que apenas a experiência própria pode expor seu valor. Inestimável, devo enfatizar. Ela se perde e se acha constantemente, com uma fragilidade em que um gesto errado pode fazê-la desmoronar. E para construí-la, contudo, leva-se tempo e paciência. Leva-se além, mas traz um universo novo a ser desvendado.

Uma troca relativamente justa. Dá-se muito. Recebe-se muito. Embora as perdas no processo sejam inquestionáveis.

O questionável, entretanto, é outra frase. Através de contratempos, obstáculos, sacrifícios... a liberdade vale a pena?

Na opinião de uma garota ainda a se aventurar na escuridão do seu futuro, voar sempre vai valer a pena. Vivo no chão, mas cuido de minhas asas como se fosse de fato uma moradora do céu.

Porque, afinal, as pequenas demonstrações de ser livre são as que mais permanecem. Uma viagem de carro com os amigos, uma solidão desejada, uma independência espiritual; financeira; emocional.

Aprender a voar é sempre a mais árdua parte, e um dia adquirida tal habilidade, não quer dizer abandonar o ninho. Colocar os pés no chão de novo, só para lembrar a sensação; só para descansar a alma; só para reanimar o coração livre. E então alçar voo mais uma vez, pronta para marcar o céu como meu.

Que venha a liberdade. Esse pássaro aqui quer desvendar o desconhecido.

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