"Pior que uma mulher que fala o que pensa é uma mulher que escreve." (T. B.)
Talvez seja isso que crie essa barreira ao meu redor que afasta todos aqueles que outrora se aproximaram.
Ele tem medo de mim. Tem medo das minhas metáforas, tem medo dos demônios que eu deixo passar pela ponta da caneta. Ele teme esses mistérios que só o gesto feminino é capaz de deixar; ele estremece ao pensar na possibilidade de desvendá-los. Ele teme que eu, de tão transparente, passe a ser desconhecida. E teme que eu o saiba além da conta. Ele tem medo das minhas palavras. E das suas. Tem medo das entrelinhas. E do que há entre elas. E além.
Ele teme que eu seja mesmo tão forte quanto as palavras que uso, tão ácida quanto as ironias, tão azeda a ponto de ser intocável. Não tenha medo, meu amor, essa é só a minha armadura.
Ele tem medo de mim. Tem medo das minhas metáforas, tem medo dos demônios que eu deixo passar pela ponta da caneta. Ele teme esses mistérios que só o gesto feminino é capaz de deixar; ele estremece ao pensar na possibilidade de desvendá-los. Ele teme que eu, de tão transparente, passe a ser desconhecida. E teme que eu o saiba além da conta. Ele tem medo das minhas palavras. E das suas. Tem medo das entrelinhas. E do que há entre elas. E além.
Ele teme que eu seja mesmo tão forte quanto as palavras que uso, tão ácida quanto as ironias, tão azeda a ponto de ser intocável. Não tenha medo, meu amor, essa é só a minha armadura.
(Duda de Oliveira.)
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